O ministro
da Fazenda, Guido Mantega, disse hoje (11) em entrevista coletiva que “é
importante para o governo que a medida chegue logo às prateleiras dos
supermercados para beneficiar a população, principalmente os de menor
renda”.
Segundo o
ministro, a medida é permanente e terá um impacto de R$ 5,5 bilhões nos
cofres públicos em 2013. Em 2014, serão R$ 7,4 bilhões de diminuição de
tributos para a população.
A redução
nos preços de produtos da cesta básica terá impacto também nos índices
de inflação. “Os cálculos que estão sendo feitos pelos analistas
diferem, alguns falam 0,2%, 0,3%, e outros falam em 0,5% ou 0,6%.
Saberemos quando o IPCA captar essa redução”, afirmou Mantega.
A
desoneração da cesta básica prevê redução de até 12% para alguns
produtos. “Esses 12% incluem também a redução do IPI, no caso do açúcar
e da pasta de dentes, por exemplo. Outros setores contarão com
diminuição apenas de PIS e Confins”, explicou Mantega, destacando que a
tendência é a maioria dos produtos chegar a um abatimento próximo dos 9%
anunciados pela presidenta.
Na avaliação
do ministro, a medida está afinada com a política de desonerações de
tributos adotada pelo governo federal. “A redução de tributos é
prioridade deste país e estaremos reduzindo taxas de vários seguimentos,
tanto na produção quanto no consumo”, adiantou.
Veja a lista dos produtos desonerados:
Item |
Alíquotas Anteriores Vigentes no Varejo |
IPI |
PIS/PASEP/ COFINS |
Alíquota |
Carne Bovina – Fresca ou Congelada |
0% |
9,25% |
Carne Suína – Fresca ou Congelada |
0% |
9,25% |
Carne de Aves – Fresca
|
0% |
9,25% |
Carnes de Caprinos ou Ovinos – Fresca ou Congelada |
0% |
9,25% |
Peixes |
0% |
9,25% |
Café Moído, Torrado ou Solúvel |
0% |
9,25% |
Açúcar |
5% |
9,25% |
Óleos Vegetais |
0% |
9,25% |
Margarina |
0% |
9,25% |
Manteiga |
0% |
9,25% |
Sabonetes |
5% |
12,5% |
Dentifrício |
0% |
12,5% |
Papel Higiênico |
0% |
9,25% |
Setor varejista
Os
comentários do ministro foram feitos logo após uma reunião com
representantes do setor varejista de supermercados: Associação
Brasileira de Supermercados (Abras) e Associação Brasileira da Indústria
de Alimentos (Abia), Associação Paulista de Supermercados (Apas) e
representantes das empresas BR Foods, Pão de Açúcar, Walmart, Carrefour,
Cargill e Nestlé.
O ministro
da Fazenda elogiou o posicionamento do setor, que se comprometeu a
repassar a redução de preços o mais depressa possível ao consumidor. “A
rede varejista precisa de alguns dias para passar essa implementação,
precisam saber qual é o efeito total para cada produto”, esclareceu.
Mantega
adiantou que o setor apresentou um plano de expansão de alimentos no
país. “O setor vai bem, não sentiu crise. Esperamos que cresçam mais e
deem sua contribuição para o crescimento do PIB no país, que deverá
fechar 2013 com um bom resultado”.
Fiscalização
Questionado
sobre como seria feito o controle na redução dos produtos, o ministro
esclareceu que o Ministério da Fazenda conta com um sistema de
acompanhamento de preços feito pela Secretaria de Acompanhamento
Econômico (SAE). “Todos os setores que demos algum benefício nós
acompanhamos, inclusive os de alíquota de importação elevada”.
Mantega
destacou ainda que a alimentação é um dos principais componentes do
IPCA, com 23%, o que facilita a verificação. “Estaremos acompanhando e
acredito que vão passar o benefício muito rápido para o consumidor. A
redução de preços nos alimentos já esta acontecendo e é facilmente
verificada”.
Outras desonerações
Segundo o
ministro, já existe uma programação de desonerações em vários setores da
economia, tanto para empresas quanto para os consumidores. Em 2012, as
reduções somaram R$ 46 bilhões e devem chegar a R$ 53 bilhões neste ano.
“É bom
porque torna o produto brasileiro mais barato e mais competitivo.
Investimentos são feitos com menos tributos e taxas de juros mais
baixas”, comentou Mantega informando que esse processo “irá continuar
nos próximos anos até chegarmos a uma carga fiscal compatível com o
crescimento do país”.
Fonte: Assessoria de Comunicação
Social - GMF
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