Ao comentar
em entrevista coletiva o resultado da expansão do PIB de 2012 (0,9%), o
ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que os principais
indicadores apontam para uma trajetória de aceleração gradual da
economia brasileira este ano.
O ministro
afirmou que 2012 foi um ano positivo para a população brasileira, mesmo
com um cenário externo negativo em que países europeus e emergentes
enfrentaram crise e recessão.
“Embora o
resultado tenha ficado abaixo das expectativas, houve aceleração da
atividade econômica ao longo do ano. A crise internacional não bateu à
porta da família brasileira porque, em 2012, nós tivemos um excelente
resultado de emprego”, disse.
Segundo
Mantega, no ano passado foram criados 1,3 milhão de postos de trabalho e
a massa salarial cresceu 6% ao ano. Também houve aumento real de renda
da população em 4% e um crescimento do financiamento para habitação, com
aumento de 35% ao longo de 2012. “Portanto, foi um ano de melhoria das
condições de vida para a população brasileira”, disse o ministro.
GRADUAL E CONTÍNUA
Mantega
defendeu que a economia brasileira apresenta aceleração “gradual e
contínua” em 2013. “Há uma trajetória de aceleração que está se
mantendo”, argumentou.
Para embasar
essa avaliação, o ministro destacou que o investimento voltou a reagir
no 4º trimestre de 2012. Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE) mostram que formação bruta de capital fixo, um dos
componentes da demanda interna, apresentou crescimento de 0,5% após ter
registrado quatro trimestres seguidos de queda.
“O
investimento começa a se recuperar e a indústria também. Teremos uma
aceleração maior ao longo de 2013”, destacou o ministro.
Como
exemplo, o ministro apontou que a venda de caminhões já voltou a crescer
e deverá contribuir para um investimento mais elevado em 2013.
Mantega
explicou que em 2012 as vendas de caminhão haviam diminuído em função de
um novo mecanismo para redução de poluição, que aumentou o custo do
veículo em mais de 15%.
De acordo
com o ministro, o crescimento do PIB no 4º trimestre se deveu sobretudo
o crescimento do setor de serviços, que teve expansão de 1,1%.
MEDIDAS
As medidas
tomadas pelo governo em 2011 e em 2012 começam a ter efeito, de acordo
com o ministro. “Essas ações demoraram mais tempo para surtir efeito em
função da crise internacional em 2012”, afirmou.
Como
exemplos, ele citou a desoneração da folha de pagamentos e a queda da
taxa de juros, além da redução da tarifa de energia para o setor de
serviços, indústrias e famílias.
O chefe da
Fazenda também argumentou que, por conta da desaceleração da economia
global, o país teve mais dificuldades de exportar em 2012. Para 2013, o
ministro vê um cenário internacional “mais benigno”, com mais mercados
para que a indústria brasileira possa ampliar a exportação de
manufaturados.
INVESTIMENTOS
O ministro
previu maior investimento em 2013, que deverá ser impulsionado pelo
pacote de concessões anunciado recentemente pelo governo.
“Por um
lado, estamos aumento os investimentos do PAC (Programa de Aceleração do
Crescimento), que é investimento direto do governo. No caso das
concessões, estamos lançando um dos maiores programas que já houve no
país”, disse.
Mantega
citou ainda que diversos investimentos foram iniciados, como os
aeroportos brasileiros, que estão sendo preparados para a Copa de 2014.
Ele assegurou que o governo continuará a tomar medidas de desoneração e
redução de impostos.
Por fim, o
ministro lembrou que a taxa de investimento para 2013 está sendo
estimada pelo mercado entre 6% e 8% de crescimento.
Fonte: Assessoria de Comunicação
Social - GMF
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