O resgate
líquido da dívida pública federal alcançou R$ 98,18 bilhões no mês de
janeiro, informou hoje (25) a Secretaria do Tesouro Nacional (STN).
Foram R$ 123,75 bilhões em resgates e R$ 25,58 bilhões em emissões. Do
resultado líquido total, R$ 96,10 bilhões são referentes ao resgate da
Dívida Pública Mobiliária Federal interna - DPMFi - e R$ 2,07 bilhões ao
resgate da Dívida Pública Federal externa - DPFe.
O
coordenador-geral de operações da dívida pública, Fernando Garrido,
explicou que o mês de janeiro é marcado pelo vencimento forte de títulos
prefixados – LTNs e NTNFs – e, por isso, o resgate no período ficou
maior do que nos meses anteriores. “Essa previsão de resgate líquido no
mês de janeiro já fazia parte dos planos do Tesouro Nacional e deve ser
compensado por emissões liquidas em vários outros meses do ano”.
Garrido
esclareceu ainda que em sua estratégia de emissão de títulos, o Tesouro
“prevê a reoferta de determinados títulos para que tenham volume maior e
melhor negociação no mercado secundário, então isso cria algumas
concentrações de vencimentos, principalmente de títulos prefixados, na
chamada ‘cabeça de trimestre’ – janeiro, abril, julho e outubro” e, por
isso, a participação de títulos prefixados tendem a cair nesse período
para se recuperar ao longo dos outros meses em que não há esses
vencimentos.
Composição
O percentual
de títulos prefixados caiu de 40% em dezembro para 36,67% em janeiro,
enquanto a parcela de títulos referentes ao índice de preços teve
expansão, chegando a 35,98%, e os remunerados por taxa flutuante também
tiveram participação ampliada, fechando janeiro em 22,92%. “Também
esperamos, a partir de fevereiro, ver uma reversão disso, com um aumento
da participação dos títulos prefixados”, destacou Garrido.
O
coordenador avaliou ainda que houve uma queda expressiva no volume total
detido pelas instituições financeiras, que passaram de R$ 576,80 bilhões
no mês de dezembro para R$ 490,78 bilhões em janeiro. Os Fundos de
Investimento também reduziram seu estoque, fechando janeiro em R$ 463,84
bilhões contra R$ 472,49 bilhões do mês anterior; no entanto, sua
participação relativa subiu de 24,65% para 25,24%.
Tesouro Direto
O volume de
emissões de títulos no Tesouro Direto foi o maior registrado desde 2002,
quando começou o programa. As vendas de títulos atingiram R$ 630,60
milhões, enquanto os resgates corresponderam a R$ 1.027,94 milhões,
resultando em um resgate líquido de R$ 397,34 milhões. Os títulos
remunerados por índice de preços foram os mais procurados pelos
investidores, respondendo por 58,66% do total.
A exemplo do
resultado total da dívida, o Tesouro Direto também teve vencimentos
expressivos de papeis prefixados no mês de janeiro, com resgates de R$
885,52 milhões. “É normal que os vencimentos ocorram e os investidores
demorem algum tempo para fazer essa reaplicação em suas carteiras. Até o
final do próximo mês deveremos voltar a observar emissões líquidas
também no Tesouro Direto”, pontuou Garrido.
Mercado internacional
Fernando
Garrido terminou a apresentação informando que o Tesouro Nacional
continua a avaliar as condições do mercado para saber o melhor momento
para uma emissão externa. “O mercado internacional tem oscilado bastante
nas ultimas semanas, mas o desempenho dos títulos brasileiros tem sido
bastante satisfatório”, concluiu.
Veja aqui a íntegra do relatório publicado na página do Tesouro
Nacional.
Fonte: Assessoria de Comunicação
Social - GMF
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