Pesquisa
recente divulgada pela PricewaterCoopers apresenta o Brasil como o
terceiro país mais citado por empresários que planejam ampliar seus
negócios nos próximos 12 meses, ficando atrás apenas de Estados Unidos e
China. Esse resultado se dá pelos novos patamares de crescimento
econômico alcançados pelo país na última década e "o Brasil reúne as
condições necessárias para dar continuidade a esta trajetória", afirmou
esta manhã (05) o ministro da Fazenda, Guido Mantega, durante
participação no Fórum “Infraestrutura e Energia no Brasil – Projetos,
Financiamentos e Oportunidades”.
Garantir o
aumento do investimento no Brasil é uma prioridade do governo federal.
Os grandes programas de concessão anunciados pelo governo - de
aeroportos, que já está em curso, o de ferrovias (10 mil km) e rodovias
(7,7 mil km), portos e energia elétrica – devem alcançar R$ 370 bilhões
nos próximos anos, afirmou o ministro. Essa projeção não inclui o trem
de alta velocidade, a Copa de 2014 e as Olimpíadas, "que também deverão
absorver grande volume de investimentos", reforçou Mantega.
Os
investimentos terão segurança a longo prazo e taxas de retorno elevadas.
“O governo busca dar rentabilidade para que os investimentos sejam de
longo prazo", ressaltou.Os contratos firmados com o governo brasileiro
são sempre cumpridos rigorosamente. "Tudo é feito com segurança e
rentabilidade: temos solidez jurídica e institucional”.
Fundamentos sólidos
Segundo o
ministro, hoje, a solidez fiscal é uma fragilidade da maioria dos países
avançados, mas pode-se afirmar que o Brasil possui uma política fiscal
sólida, porque os principais gastos do governo estão sob controle ou
estacionados. O maior deles, a previdência, chegou a 1,8% do PIB e hoje
está um pouco acima de 0,9%. A segunda despesa importante é a folha de
pagamento, que está caindo constantemente e chegou a 4,2% do PIB em
2012. A terceira maior é a despesa com juros. "O Brasil tinha um serviço
da dívida pública muito maior que a maioria dos países, que despendia
5,8% do PIB. Conseguimos resistir e estamos com uma trajetória de
diminuir esses custos", destacou Mantega, referindo-se à queda de 5,7%
do PIB em 2011 para 4,8% em 2012.Essa redução de custos permite um
espaço para ampliar os investimentos, estimular a economia e reduzir os
tributos.
A rigorosa
política de controle da inflação do Brasil, por sua vez, está permitindo
que as metas sejam cumpridas dentro das margens de tolerância. Em 2011,
o IPCA foi de 6,5%, em 2012 ficou em 5,84% e este ano, deve fechar com
valor menor.
Mercado consumidor
Outro
atributo importante da economia brasileira ressaltado pelo Ministro da
Fazenda é o mercado interno dinâmico. "Mesmo em tempos de crise, temos
um resultado que considero excepcional", elogiou o ministro da Fazenda.
As vendas de comércio varejista até outubro de 2012 cresceram 8% em
relação ao ano anterior, um resultado "expressivo para um país que está
com o crescimento moderado". Esse forte mercado consumidor é constituído
pelo crescimento das oportunidades de emprego - de 2003 a 2012 foram
18,700 milhões novos empregos formalizados.
De acordo
com pesquisa da Revista Exame, McKinsey e Fecomércio, o Brasil terá o
quinto maior mercado consumidor do planeta em 2020, atrás de Estados
Unidos, China, Japão e Alemanha. O gasto potencial nessa época será de
R$ 3,5 trilhões. "O Brasil é e continuará sendo um grande mercado de
consumo, porque não adianta fazer investimentos se não tem por onde
escoar a produção", destacou Mantega.
Para
viabilizar esse crescimento, o governo tem praticado uma política de
estímulo à economia que consiste em uma política monetária não
contracionista. A taxa de juros está sendo reduzida e a expansão do
crédito está moderada: os juros caíram a uma das taxas mais baixas da
história: 7,25%. "Essa redução é sustentável, porque se dá com o
controle da inflação. Assim, reduziremos o custo de investimento,
estimularemos o mercado de capitais, o mercado de construções e toda a
produção brasileira", comentou o ministro.
Incentivos
Um dos
destaques do programa de incentivo é a redução de tributos, feita desde
o PAC. Apenas em 2012, a desoneração foi equivalente a 1% do PIB.
"Estamos reduzindo o custo tributário do trabalho a modo de dar
competitividade. Estamos fazendo outras reformas, como ICMS e
PIS/COFINS, em uma cruzada para reduzir custos. Já reduzimos custos de
energia, estamos reduzindo os custos tributários e já há previsão para
reduzir novos tributos".
Mantega
voltou a afirmar que o Brasil possui uma política cambial flutuante e
que busca menor volatilidade. "Isso estimula exportações, melhora
condições de competição e da perspectiva de longo prazo para
investidores", informou. A taxa de juros "civilizada", como a chamou,
causa menos distorções e permite que o câmbio caminhe para uma
estabilidade sem intervencionismo do governo.
O Ministro
da Fazenda também destacou que o Brasil é um dos países que mais têm
atraído investimento direto de capital estrangeiro, o que é "muito bem
vindo. O Brasil não tem qualquer taxa e a remessa de lucros e dividendos
é uma das mais fáceis, menos taxadas [do mundo]".
Fonte: Assessoria de Comunicação
Social - GMF