Nesta
terça-feira (5), durante o Fórum "Infraestrutura e Energia no Brasil -
Projetos, Financiamentos e Oportunidades", o ministro da Fazenda, Guido
Mantega, anunciou novas regras para as futuras concessões de rodovias. O
prazo de concessão passa de 25 para 30 anos, a carência sobe de até 3
para 5 anos e o prazo total do financiamento aumenta de 20 para 25 anos.
O novo
modelo de concessão oferecido pelo governo brasileiro traz mais
vantagens à área financeira, uma vez que os investidores terão taxa de
retorno compatível com seus investimentos Além disso, as empresas terão
que gastar menos com as garantias, o que habilita, mais facilmente, o
ingresso das empresas na concorrência pública. "Estamos barateando o
financiamento e dando condições excepcionais. O investidor vai precisar
ter menos patrimônio líquido em relação ao financiamento, menos ativos,
de forma que reduz o custo e aumenta a rentabilidade do empreendimento",
explicou o ministro.
O ministro
afirmou, ainda, que a taxa de rentabilidade desses investimentos poderá
aumentar pois, segundo ele, as projeções de tráfego nas rodovias estava
com o valor superestimado - 5% de crescimento ao ano, o que foi reduzido
para 4%. "Caprichamos para aumentar a rentabilidade. Tanto na parte
econômica quanto na parte financeira, teremos um consórcio dos três
bancos: BNDES, do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal", disse.
Outras
vantagens para estimular os investimentos também foram anunciadas
durante o Fórum de infraestrutura como a redução das taxas do chamado
empréstimo-ponte, que permite ao investidor um crédito enquanto seus
projetos estão sendo avaliados pelos bancos. "Serão menos garantias,
menos taxas de juros, menos exigências, de modo que o empreendimento
será rentável", afirmou o ministro da Fazenda. No Project Finance, o
empreendedor poderá captar 80% de empréstimo e 20% de equity. "É muito
fácil fazer o investimento nessas condições", destacou.
O governo
federal possui, hoje, diversos instrumentos para captação de recursos
para investimento. Por meio dos Fundos de Investimento em Direitos
Creditórios (FIDC), por exemplo, é possível lançar debêntures de
infraestrutura, as quais financiam produção e isentam o empreendedor do
pagamento de tributos como Imposto de Renda (IR) e IOF.
Durante a
sua apresentação no Fórum, Mantega ressaltou que o Brasil tem uma grande
necessidade de investimentos em infraestrutura, que ficou parada por
muitos anos. "Como o país cresceu, a necessidade é grande. Nossas
perspectivas de investimento são de aproximadamente R$ 1 trilhão". O
fluxo de comércio no Brasil cresceu muito, chegando a quase U$ 500
bilhões, e há uma grande demanda por portos, ferrovias, rodovias e
aeroportos. "Com toda essa demanda, é preciso um grande programa de
investimento na infraestrutura", explicou.
Novas regras
de concessão para os outros setores - portuário, ferroviário e
aeroportuário - serão estudadas pelo governo federal.
Confira os detalhes da nova modelagem
econômico-financeira das concessões das rodovias:

Fonte: Assessoria de Comunicação
Social - GMF
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