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08/02/2012

Aeroportos

Concessão não afeta contingenciamento do Orçamento para 2012
Empresas vencedoras terão de demonstrar capacidade financeira, mas BNDES poderá financiar projetos

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, explicou hoje que os recursos arrecadados pelo governo federal com a concessão dos aeroportos de Brasília, Gurulhos e Viracopos irão financiar investimentos no setor aeroportuário. “Principalmente os aeroportos regionais que têm uma rentabilidade menor e, portanto, não são passíveis de concessão”.

Ao comentar o resultado do leilão, realizado ontem na Bovespa, o ministro esclareceu que os R$ 24,5 bilhões a serem pagos pelas concessionárias (ágio de 347%) entram nos cofres do Tesouro Nacional por meio do Fundo Nacional de Aviação (FNAC) e não serão utilizados para abatimento da dívida pública federal ou para aumentar o superávit primário. 

“Isso não afeta em nada, por exemplo, o anúncio do contingenciamento que nós vamos fazer nos próximos dias, e que será suficiente para fazermos o superávit primário”, garantiu, sem adiantar os números.

Mantega afirmou ainda que o governo não está pensando, neste momento, em fazer novas concessões de aeroportos. “Não é correta a informação de que o governo estaria estudando a concessão de aeroportos regionais para estados e municípios”, destacou. O ministro adiantou que a intenção é criar uma rede que abrange os aeroportos principais e regionais.

Conforme o ministro, o modelo de concessão atual é diferente do realizado pelo governo Fernando Henrique Cardoso, que obrigava que os recursos do leilão fossem utilizados para abater a dívida pública.

“Estou dizendo que é uma diferença fundamental na forma de concessão. Ela não vai para o superávit primário. [A verba] Entra no caixa do governo e será direcionada para o fundo destinado ao setor aeroportuário e será utilizada para ampliar a nossa capacidade de aeroportos, criando uma grande rede regional”, reforçou.

Quanto à saúde financeira dos consórcios que venceram o leilão, Mantega explicou que, na próxima etapa da concessão (qualificação), as empresas têm que demonstrar capacidade própria de financiamento, investimento e gerenciamento dos aeroportos.    .

“Tem que ter capacidade financeira para fazer investimento e capacidade operacional para que nós tenhamos um excelente serviço nos aeroportos brasileiros”. Mantega não descartou a possibilidade de o BNDES financiar as empresas vencedoras.

“Elas vão poder contar [com o BNDES]. Em qualquer país do mundo você tem fontes de financiamento para fazer investimento, mas tem que ter também capacidade própria. Tem que ter rating”.

O ministro considerou positivo o resultado do leilão dos aeroportos. “Nós vimos que vários grupos econômicos estão interessados em participar desses empreendimentos”.       

Arquivo de áudio.Download do áudio com os Comentários do ministro da Fazenda, Guido Mantega, sobre o resultado dos leilões dos Aeroportos de Brasília, Guarulhos e Viracopos.

Duração: 05m52s
Formato: MP3
Tamanho:
688 Kb
Taxa de bits: 
16 kbps
Acervo: Ministério da Fazenda
Status
: Áudio sem edição

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