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multimídia
22/06/2010
CMN mantém em 4,5% meta para inflação em
2012
Mantega diz que meta mais apertada elevaria taxa de juros
O
Conselho Monetário Nacional (CMN) decidiu, por unanimidade, manter no
atual patamar de 4,5% a meta para a inflação brasileira em 2012, com
bandas de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
O
ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o governo decidiu manter a
meta em 4,5% porque é a que está dando certo nos últimos anos, “pois
permite o controle da inflação e a expansão da economia, sem colocar o
Banco Central numa saia justa ou numa camisa de força”.
Ele
observou que este ano o Brasil teve alterações na inflação, com choque
de oferta, e afirmou que se a meta fosse mais apertada o BC teria que
elevar ainda mais a taxa de juros. “Então, essa é uma meta que está
se revelando suficientemente razoável para cumprirmos nossos objetivos,
por isso que ela foi mantida”, reforçou.
Mantega
disse ainda que esse ano inflação poderá ficar acima do centro da meta
(5% ou acima) e para 2011 deverá ficar próxima do centro da meta (4,6%).
Desde 2005, o governo mantém a meta de inflação em 4,5%.
TJLP
- Na reunião desta terça-feira, o conselho também manteve em 6% a TJLP
para o terceiro trimestre de 2010, com vigência entre 1º de julho a 30
de setembro. “A manutenção considerou tanto a meta da inflação
(4,5%) quanto o risco Brasil (150 mil pontos), equivalente a 1,5%”,
informou o secretário-adjunto de Política Econômica, Gilson
Bittencourt. A TJLP é a principal referência nos financiamentos concedidos pelo BNDES ao setor produtivo.
Pró-Transporte
– O CMN autorizou o descontigenciamento de R$ 100 milhões no âmbito do
Programa Pró-Transporte. Os recursos serão destinados para os municípios
com programas selecionados pelo Ministério das Cidades em 2009 e
apresentados em 2008. Da mesma forma, os projetos apresentados em
2009 serão selecionados ao final de 2010.
O
programa opera com recursos do FGTS e visa financiar
obras de infraestrutura de transporte coletivo urbano para o
desenvolvimento físico-territorial, econômico e social, a melhoria da
qualidade de vida e a preservação do meio ambiente.
Nota
Fiscal Eletrônica – O
Conselho Monetário aprovou ainda a extinção do prazo de contratação
da linha de crédito do BNDES no valor de R$ 300 milhões voltada para a
implementação do Programa de Modernização da Administração das
Receitas e da Gestão Fiscal, Financeira e Patrimonial das Administrações
Estaduais (PMAE). O prazo encerraria em 30 de junho e poderia
comprometer a contratação de operações em estágio de análise
e inibir a apresentação de outros projetos pelos entes.
O
chefe da Assessoria Econômica do Tesouro Nacional, Jeferson Bittencourt,
lembrou que esta linha do BNDES é voltada para os governos regionais
implementarem ações de escrituração
contábil digital, escrituração fiscal digital e nota fiscal eletrônica.
“Agora
os estados podem elaborar e encaminhar seus projetos até os recursos se
esgotarem”, completou.
Atualmente,
há 12 operações contratadas e em fase de execução dos investimentos
na carteira de projetos do BNDES, que correspondem a R$ 138 milhões. Há
também cinco operações aprovadas e ainda não contratadas, que
perfazem o montante de R$ 53 milhões.
Além
das operações aprovadas e contratadas, há outras em análise, em fase
inicial de tramitação e em perspectiva de adesão que, somadas, alcançam
o montante de R$ 21 milhões.
Fonte:
Assessoria de Comunicação Social - GMF
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