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26/11/2009

CMN esclarece restrição de crédito para plantio de de cana-de-açúcar na Amazônia

O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou hoje quatro votos agrícolas, entre os quais dois relacionados às condições de concessão crédito agrícola para expansão e industrialização da cana-de-açúcar dentro do Zoneamento Agroecológico nos Biomas Amazônia e Pantanal.

O CMN esclarece que as restrições para concessão de crédito agroindustrial para cana-de-açúcar aplicam-se somente ao financiamento de novas áreas de plantio ou da expansão de áreas ocupadas.

    Brasília - O secretário-adjunto do Tesouro, Gilson Bittencourt, logo após reunião do Conselho Monetário Nacional no Ministério da Fazenda. Foto: José Cruz/ABr
Brasília - O secretário-adjunto do Tesouro, Gilson Bittencourt, logo após reunião do Conselho Monetário Nacional no Ministério da Fazenda Foto: José Cruz/ABr

O secretário-adjunto do Tesouro Nacional, Gilson Bittencourt, explicou que está havendo uma interpretação equivocada das resoluções aprovadas pelo CMN no mês de setembro de que a restrição ao crédito afetaria também a produção já existente nos biomas. “Estamos esclarecendo que a produção de cana-de-açúcar já existente pode continuar sendo financiada, mas as restrições valem para a ampliação da área, conforme limites estabelecidos pelo decreto presidencial 6.961”, afirmou Bittencourt.

Pronaf - O CMN fez ainda várias alterações no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura familiar (Pronaf).  Ampliou o prazo de custeio para açafrão e palmito para até três anos e incluiu a produção de erva-mate no Pronaf Mais Alimentos, que tem limite de até R$ 100 mil por beneficiário e taxa de juros de 2%. O CMN também autorizou o financiamento de pequenos caminhões na linha de crédito do Pronaf Mais Alimentos. Até então, o programa só contemplava a aquisição de tratores. 

O conselho aprovou ainda a concessão de um prazo adicional de seis meses para que os agricultores familiares possam renegociar suas dívidas de investimento, ao amparo da Lei 11.775/2008. Trata-se de linhas de crédito com risco da União (recursos dos fundos constitucionais, reforma agrária e microcrédito), das quais cerca 80% concentradas no Banco do Nordeste.

Conforme Gilson Bittencourt, cerca de 170 mil contratos são passíveis dessa renegociação, envolvendo produtores que se encontravam em situação de inadimplência em 30/04/2008. “Esses agricultores vão continuar inadimplentes, mas estamos agora dando um prazo maior para que renegociem seus débitos”, reforçou o secretário, acrescentando que a maioria dos contratos vence até o final do ano.

   
Brasília - O secretário-adjunto do Tesouro, Gilson Bittencourt, logo após reunião do Conselho Monetário Nacional no Ministério da Fazenda Foto: José Cruz/ABr

Cooperativas - Com o objetivo de permitir que as cooperativas de crédito que não possuem estrutura própria especializada na análise de crédito rural possam se filiar a centrais para atuar no segmento, o CMN alterou  dispositivos do Manual de Crédito Rural (MCR).  O conselho está deixando de exigir que as cooperativas de crédito tenham essa estrutura. “O serviço pode ser feito agora por meio da central. Antes, ou não fazia, ou tinha uma estrutura muito cara para o tamanho dela", avaliou.  

Fonte: Assessoria de Comunicação - GMF

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Ficha técnica do arquivo de áudio:

Duração
: 06m29s
Formato
: MP3
Tamanho:
760 Kb
Taxa de bits:
16 Kbps.
Acervo: Ministério da Fazenda.
Status
: Áudio sem revisão.

 

 

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