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multimídia
05/11/2008
Mantega
deverá propor fortalecimento do G-20 em São Paulo
O
secretário de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, Marcos
Galvão, resumiu nesta quinta-feira os principais itens da pauta da reunião
do G-20 financeiro que acontece no Hilton Hotel, em São Paulo, neste
final de semana.
Galvão
salientou que o encontro, que acontece nos dias 8 e 9 de novembro, ocorre
em circunstâncias excepcionais em função da crise financeira
internacional. “A agenda ainda não está fechada, mas se concentrará
no momento que o mundo vive atualmente”.
Segundo
o secretário, no primeiro dia os países integrantes do G-20 discutirão
temas como as causas da crise, seus impactos e medidas adotadas para
minimizar os riscos. “Os ministros e presidentes dos bancos centrais vão
examinar a conjuntura atual e analisar políticas fiscais para enfrentar a
crise e seus reflexos na inflação, nos preços das commodities e nas
oscilações cambiais”, destacou.
O
segundo dia, conforme o secretário, será dedicado a uma prospecção
para o futuro. “O foco será a questão da governança do quadro
financeiro internacional e o fortalecimento do G-20 de forma que ele
esteja melhor aparelhado para o enfrentamento de crises”, acrescentou
Galvão. Ele afirmou ainda que todas as discussões da reunião do G-20 em
São Paulo serão preparatórias para a inédita cúpula do bloco que
acontecerá no próximo dia 15 de novembro, em Washington.
Marcos
Galvão explicou que a reunião em São Paulo culmina com todos os
trabalhos que o G-20 realizou durante o ano de 2009, envolvendo três
seminários: o primeiro, realizado no início do ano na Indonésia,
discutiu a competitividade nos setor financeiro; o segundo, que aconteceu
em maio em Londres, tratou sobre o tema “energia limpa”; e o terceiro,
sobre políticas fiscais, foi realizado em Buenos Aires no mês de junho.
O
secretário não detalhou as propostas que o ministro da Fazenda,
atualmente na presidência temporária do G-20, apresentará em São
Paulo. Mas confirmou que Mantega, em linhas gerais, pedirá revisão da
participação do G-20 nas decisões do Fundo Monetário Internacional
(FMI), por exemplo. “O ministro deverá solicitar uma participação
mais eqüitativa entre os países emergentes e os desenvolvidos nas decisões
dos organismos internacionais.”
Galvão
citou a possibilidade de que Mantega proponha em São Paulo que o país
que exerça a presidência do G-20 estabeleça uma “sala de situação”
virtual (videoconferência ou teleconferência) em que os ministros e
autoridades monetárias possam trocar com mais rapidez informações sobre
desafios e situações determinadas, como no caso da crise financeira
internacional atual.
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