Dilson Funaro

publicado 24/04/2015 11h32, última modificação 17/05/2017 16h23
DILSON FUNARO
* São Paulo (SP) 23.10.1933 
† São Paulo (SP) 12.04.1989

Ministro de Estado da Fazenda

Dilson Funaro

Estudou engenharia na Universidade Mackenzie, em São Paulo, atuou em grêmios estudantis e formou-se em 1956.

Em 1958, tornou-se diretor do Departamento de Comércio Exterior da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo  (FIESP).

Ao final da década de 1950, tornou-se empresário do setor de plásticos e brinquedos e em 1969 torna-se presidente da Trol. Neste mesmo ano, inicia sua vida pública e assume a Secretaria de Planejamento do governo do estado de São Paulo para posteriormente, em 1970, assumir a Secretaria de Fazenda do mesmo governo e integrar a delegação brasileira na reunião do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Desde o início do governo Sarney (1985-1989), esteve cotado para o Ministério da Fazenda, mas acabou assumindo a presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), de 16 de março a 27 de agosto de 1985, para em seguida assumir a pasta da Fazenda no lugar de Francisco Dornelles.

Em 28 de fevereiro de 1986, lançou o pacote de medidas para a economia que ficou conhecido como Plano Cruzado que, dentre outras coisas, estabelceu o congelamento de preços e salários; instituiu uma reforma monetária que alterou o nome da moeda brasileira para Cruzado, com o corte de três zeros, e fixou o valor do dólar, com a eliminação da sistemática de reajustes automáticos e diários para o câmbio.

Em novembro do mesmo ano, lançou novo pacote de medidas conhecido como Plano Cruzado II, que estabeleceu aumento de impostos, tarifas e preços de produtos e alterou o índice de inflação, relacionando-o apenas ao consumo de famílias com até cinco salários mínimos de renda mensal.

Todas essas medidas, no entanto, não foram suficientes para a estabilização da economia  e a proclamação da moratória unilateral por parte do Brasil, em 1987, com a suspensão do pagamento de juros da dívida por prazo indeterminado, tornou sua posição frágil junto a banqueiros, empresários e políticos, o que provocou sua saída em 29 de abril de 1987.

Em junho, tornou-se vice-presidente do Conselho de Política Econômica e Social da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

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